Exhibitions

HIDDEN PLACE

Thelma Pott

14/05/22 - 24/06/22

 

A galeria Gubian tem o prazer de apresentar HIDDEN PLACE, a primeira exposição individual de Thelma Pott em Portugal - e a primeira na galeria - a estrear um novo trabalho.

 

Conhecida além fronteiras pelas texturas complexas e a qualidade luminosa das suas telas, o trabalho de Thelma Pott é caracterizado pelo uso de uma paleta de cores multitonal em vermelho cadmium, laranja, amarelo, azul cobalto, preto e branco. Os ritmos e pausas na sucessão de pinceladas e camadas de tinta direcionam fortemente o foco para os contrastes de cor, luz e composição nas suas obras. A luz é infinitamente modificada pelo movimento: o movimento do espectador, bem como pelas condições da galeria: luz natural/artificial, mudando irrevogável e imprevisivelmente ao longo do(s) espaço(s) da pintura. A virtude intrínseca da luz está em evidência nas suas telas. Cada obra de arte oferece uma solução diferente para o deslocamento da luz no espaço. Nas pinturas de Pott o movimento é privilegiado em relação à matéria.

 

À medida que a artista investiga a tensão entre geometria e fluidez nas suas telas, as suas pinturas tornam-se cada vez mais luminosas. Na base do seu trabalho coexistem a habilidade técnica e o uso intuitivo de planos de cor vibrantes em contraste com a austeridade do preto. A dinâmica do fluxo da tinta, a tensão entre uma abordagem estruturada à pintura e a inclusão de desenvolvimentos acidentais para alcançar resultados inesperados, o drama da combinação de cores e a construção de superfícies densamente texturizadas produzem obras de arte complexas e expressionistas, pintadas de uma maneira que sublima o gestual. As pinturas de Pott revelam a admiração da artista pela gestualidade e as extensões de cor da arte informal e do expressionismo abstrato bem como o seu interesse pela pintura japonesa do grupo Gutai.

 

Em "Blood Red Moon" (2022), a artista procura acabamentos originais. Neste novo trabalho ela alia a beleza e a durabilidade da pintura a óleo à contemporaneidade das aplicações de placas de acrílico. A pintura resultante revela o processo da sua produção. Sugere também o fascínio da artista pelo espaço e pela astronomia.

 

DECLARAÇÃO DA

"Nas últimas décadas a circulação de fotografias de cadáveres no mar, divulgadas pela imprensa internacional e partilhadas rapidamente nas redes sociais, dotou essas imagens de um estatuto icónico. O poder acumulado por essas fotografias comprova um novo regime de visualidade. O grau sem precedentes de mobilização das massas em resposta às mudanças climáticas e à crise dos refugiados é um efeito direto dessas imagens. Eu filtrei essas fotografias como imagens de morte e de urgência. O mar está a transformar-se no cemitério definitivo - num lugar altamente heterotópico. Nas minhas pinturas, a tela é o meio de expressão das emoções que as imagens catastróficas da s mudança s climática s que circulam na imprensa desencadearam em mim. Imagens do derramamento de petróleo no Golfo do México, dos terramotos em Itália, dos incêndios na Califórnia, das inundações no Japão, da deflorestação da Amazónia, da guerra e da crise dos refugiados têm muito impacto no meu trabalho porque vejo a arte intrinsecamente ligada à vida, ao espaço, ao tempo e à memória".

THELMA POTT nasceu em 1984.

 

Depois de terminar os seus estudos na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, fez o mestrado em Estudos Curatoriais no Real Colégio das Artes da Universidade de Coimbra em Portugal.

 

Em 2013 ganhou uma Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. Em setembro de 2019 venceu o Reclaim Award em Colónia. E este ano, em abril, a artista foi premiada com o WAA Woman Art Award 2022 em Paris. Thelma Pott expôs em Nova York, Londres, Colónia, Roma, Cavan, Florença, Veneza, Milão e Paris.

 

O seu trabalho foi publicado nas revistas de arte britânicas Aesthetica, Inside Artists, Art Hole, The Flux Review, BlueBee: Amaryllis e Art Seen Magazine. Este ano a revista de arte Altiba 9 publicou o trabalho da artista na décima edição da revista.